A primeira semana em Cairo foi dificil, mais dificil do que ja era previsto.
Quando comecei a trocar emails com o brasilleiro com quem estou morando aqui e ele disse : ‘Humm, da Alemanha para Cairo… Corajosa, hein?!’ - nao tinha nocao da dimensao dessa frase.
E antes de chegar aqui, nao tinha nocao do que estava fazendo, de onde estava me metendo. Fui indo, simplesmente. O que me movia era a minha vontade d ever o mundo. E que mundo... :)
Tambem nao tive tempo de tomar essa consciencia porque nas minhas 2 semanas e meia no Brasil estava mais preocupada com a coxinha de galinha, farofa, arroz com feijao, ver amigos, passar o tempo com a familia, respirar o ar do Brasil e sentir o cheiro das coisas, do que com qualquer outra coisa.
Cheguei as 4:00 am de sabado, cansada e com fome.Um rapazinho da AIESEC me buscou no aeroporto e me levou para a casa da Nada, uma egipcia mulcumana tambem da AIESEC. Ao atender a porta, ela estava toda coberta, com blusa de manga comprida e veu na cabeca. Despedimos do garoto e fechamos a porta. Juro que o tempo de eu dirigir-me ao seu quarto e voltar, a Nada nao era mais a mesma.
Numa transformacao a la Super-Homem/Clark Kent, em 2 segundos a tal da Nada estava num pijaminha Carla Perez, super sexy, com os shorts curtissimos, mostrando todas as suas formas (muito avantajadas, diga-se de passagem).
Ela me perguntou se tava com fome e foi fazer omeletes para mim. Foi bastante gentil, sua mae me deu presente para eu poder me recordar dela. Os egipcios, no geral, sao amaveis e simpaticos.
Sabado a noite ela me deixou de carro na casa onde atualmente moro: o favelao. Estava cheia de brasileiros na sala, fizeram um almoco de domingo la (o fim de semana em paises mulcumanos e sexta e sabado, a semana vai de domingo a quinta).
Todos estavam com uma cara do tipo : ‘coitada, mais uma maluca desavisada que veio parar aqui’. Percebendo isso, perguntei sobre a cidade, informacoes estartegicas etc. Todos foram unanimes em dizer-me que nao iriam entrar muito em detalhes para nao me chocar logo de cara e que eu iria descobrir por mim mesma. Tambem me disseram quando voltasse ao Brasil, todos me achariam suicida ao atravessar a rua. Se eu quisesse atravessar as ruas de Cairo, teria que me jogar entre os carros, que nao param para voce! Era assim que funcionava.
Nao existe faixa de pedestres, sinal, nada. O transito e um caos!!! Nao da para entender como essa cidade funciona, e provavelmente impossivel d e funcionar, mas, contrariando todas as expectativas, ela funciona!
Ta ok!
O apartamento e o kitsch do kitsch, com estatuas, um teto rebaixado pintado de dourado com um enorme luste no centro. Eh bem amplo e todo empoierado.
Tirando Zamalek, Maadi e
Nao ha ruas, calcadas, etc. Asfalto, so nas avenidas principais. O resto e um poeril so misturado a um mundo de carros e taxis.
Outro fato: transporte publico egipcio e um monte de taxi velhos e pequenos e micro-onibus. Nao tem taximetro, vc tem que negociar o valor antecipadamente todas os dias para nao ser roubada ou ter dor de cabeca.
O pessoal foi embora. O casal de brasileiro viajou no dia seguinte, so retornando ontem (sabado, 11 de julho).Me vi sozinha naquele mundo SUPER estranho. Estava vivendo em outra dimensao. Num universo paralelo onde o tempo presente e a Idade Media.
Nao consegui dormir direito. Fiquei bastante ansiosa.
No dia seguinte, apresentei-me na empresa.

3 comentários:
Adorei ver a volta do blog. Tá firme e forte nos meus feeds! E logicamente linkado no meu blog tb.
Vou acompanhando daqui enquanto planejo uma escapada pra te visitar!
Bjs!!!
Valeu Patrick!
E venha mesmo! Sabe que eh super bem-vindo :)
beijo grande!
Olá!
Sou jornalista da TV Globo e estou procurando uma pessoa como você: uma brasileira que more no Cairo.
Você poderia me passar seu e-mail pra gente conversar melhor? O meu é renata.chiara@tvglobo.com.br
abs
Renata
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